segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
E isso aqui já não tem nenhuma graça. Essa ciranda sem fim, que gira, gira, mas não acaba nunca. Muda o cenário, mas seus personagens são sempre iguais. Gente suja, gente imunda, gente vazia. Que não sabe o que quer, e assim vai destruindo sem pudores o que vê pela frente. Está cheio delas. Estão em toda parte. Estão em todos, até em quem tenta,tenta não ser assim. Mas quem não tem essa coisa na alma não sobrevive, não passa pela seleção natural que o mundo impõe. Não venha dar uma de bonzinho, porque pra sobreviver todo mundo tem que ser curel. Tem uns que disfarçam mais que os outros, só isso. Mas no frigir dos ovos são todos iguais. Somos todos iguais. Um bando de hipócritas acreditando na mentira que nos vendem.The ceremony is about to begin. E nada muda. Eu não acredito mais no otimismo dos humanistas, nas promessas dos políticos, no heroísmo dos heróis. Essa sujeira toda não sai, não vai embora de jeito nenhum. Tá incrustada. Já faz parte de todos. A roda não gira mais sem ela. O que resta em uns ou outros perdidos, parcialmente fora do encaixe, é a eterna sensação de mau-estar, a coisinha que sussurra lá no fundo: "você vai se dar mal...". And turning inside out.