quinta-feira, 5 de junho de 2008

Eu não estou esperando por esse homem que não é só esse,mas todos e nenhum com uma sede do que nunca bebi sem forma de águas apenas na estreiteza do que aqui e agora eu espero por ele desde que nasci e desde sempre soube que na hora da minha morte misturando memórias e delírios e antevisões um pouco antes a última coisa que perguntarei seria um mas onde está mas onde esteve esse tempo todo que me lanhei sem ti e para me alegrar depois quem sabe talvez enfim desista ou sorria lindo sem dentes sorria luminoso na escuridão da minha boca sorria vasto como nunca foi possível e custa alguma coisa como então você sempre esteve aí uma vida inteira de procuras sem te achar e silêncio para então morrer de morte morrida sem volta de vida gasta marcada de muitas cicatrizes de vida retalhada de muitos cortes mas nunca mortais a ponto de impedir este ridículo até na hora da minha morte amém.